Como o Moving Motivators motivou minha Equipe?

Thiago Brant

Thiago Brant

Na empresa onde eu trabalho é bem comum os times usarem o Moving Motivators para entender o que motiva cada um de seus membros. Eu aproveitei então para fazer isso com meu time e começar a trabalhar nos planos de carreira de cada um a partir desse trabalho.

Eu verifiquei com eles que nunca haviam feito esse exercício, então seria oportuno mesmo (apesar de que se já tivesse feito, seria uma boa rever os resultados, pois motivadores podem mudar com o passar do tempo e com as mudanças no contexto).

A primeira dúvida: fazer uma sessão individual de Moving Motivators com cada um, ou fazer o exercício em grupo? Eu particularmente prefiro fazer em grupo, pois já fica como uma atividade de auto-conhecimento e conhecimento mútuo, podendo criar muitos laços entre os indíviduos, mas sei que pode não ser legal para todos.

Consultei uma colega Agile Master e ela me disse que costuma fazer em grupo, e isso me motivou a seguir o mesmo caminho. Claro que no início da sessão eu validei com todos se se sentiam confortáveis, e todos toparam fazer dessa forma!

Como estamos todos trabalhando em regime de Home Office, eu usei a ferramenta Miro para a experiência visual e colaborativa (acreditem, já fiz até jogo de moedas usando o Miro, e as pessoas adoraram!). Eu tive o cuidado de colocar nos decks de cada um a imagem deles, e eu decidi também participar do exercício, pois assim também poderiam me conhecer melhor.

Seguimos então os seguintes passos:

  1. Fiz uma breve apresentação sobre os 10 motivadores do Moving Motivators.
  2. Cada membro, individualmente, organizou as cartas de acordo com suas preferências, do maior motivador para o menor
  3. Depois cada membro explicou sua sequencia para os demais, gerando um ótimo debate e muita interação. Foi um tempo muito gostoso, de muita conversa, sem pressa, e cada um podendo expor suas impressões livremente.
  4. Uma etapa final que pedi a todos foi que avaliassem o contexto atual de suas atuações na equipe, verificando se os seus motivadores estão sendo atendidos (as cartinhas para cima) ou não (as cartinhas para baixo).
  5. Fizemos então uma discussão muito produtiva sobre essa análise.

O que achei sensacional é que eu havia substituído a nossa tradicional retrospectiva por essa atividade, e mesmo não sendo o foco, conseguimos sair com reflexões e planos de ação a partir do Moving Motivators. O exercício de subir ou descer as cartas gerou bastante reflexão e clareza do que podemos fazer como equipe e como gestão.

O feedback da galera foi bem bacana, eles adoraram a atividade, e eu senti que rolou um senso de união muito maior entre a equipe. Todos puderam se conhecer um pouco mais e fortalecer os laços, e conseguimos validar algumas extruturas da equipe e seu funcionamento.

Nos dias que se passaram dessa sessão, nosso time ganhou um novo coordenador, que assumiu a questão de desenvolvimento de carreira de todos. Eu aproveitei para apresentar a ele o resultado do Moving Motivators, para que ele usasse como base na construção dos PDIs (Plano de Desenvolvimento Individual) dos membros do time.

Foi um papo muito bacana, e foi incrível poder ter essa base para iniciar os trabalhos de desenvolvimento da galera. Tanto é que ele já está me cobrando essa dinâmica para um outro time que a gente cuida juntos, com o qual já rodei a dinâmica de valores, e logo faremos os Moving Motivators (uma coisa de cada vez, hehe). A ferramenta se mostrou um ótimo elo de alinhamento e transparência.

O mais legal é que apesar de essa ser uma prática comum na empresa, a área que atuo é relativamente nova e nem todos usam ou conhecem essa ferramenta. Mas como a repercussão tem sido muito positiva, o Gerente Geral da área já me pediu que eu contasse a experiência para os demais Agile Masters em nossa revisão operacional. E essa pauta já foi incluída na próxima reunião semana que vem.

O legal é que vai ser uma ótima oportunidade de falar sobre a dinâmica, entender os diferentes cenários que os outros estão situados, e analisar adaptações que podemos fazer em cada contexto, criando algo dentro do espírito da ferramenta, mas personalizado para o contexto específico de cada área. Eu já não vejo a hora. Escrever esse artigo foi um ótimo exercício para pensar no que vou apresentar para eles (quem sabe não fazer um Moving Motivators com a liderança, né?).

Agora é rodar o exercício com o segundo time, captar as lições aprendidas, e pensar sobre quando devemos iniciar um novo ciclo, com uma nova rodada de Moving Motivators.

Vou colocar aqui um vídeo de uma outra experiência muito bacana de Moving Motivators online que tivemos em um de nossos workshops do Agilers (e que é bem parecido com o que rolou em equipe):

Saiba tudo sobre Moving Motivators: https://management30.com/practice/moving-motivators/

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