Uma retrospectiva para criar unidade e confiança!

Thiago Brant

Thiago Brant

O livro “Agile Retrospectives”, que eu li em 2017 e causou uma verdadeira transformação na forma que eu fazia retrospectivas de time, traz os seguintes itens como a meta da retrospectiva:

  • Encontre maneiras de melhorar nossas práticas.
  • Descubra o que estávamos fazendo bem.
  • Compreender as razões por trás de alvos perdidos.
  • Descobertas para melhorar nossa capacidade de resposta aos clientes.
  • Reconstrua relacionamentos danificados

E eu não tenho como discordar disso, mas costumo sempre comentar esse último ponto. Eu acho a retrospectiva um ótimo momento para realinhar e unir o time. Muitas vezes eu sou questionado se determinada atividade não é mais um Team Building do que uma retrospectiva, mas eu acredito que a retrospectiva é um momento ideal para Team Building (ou no caso, re-building).

Pois bem, li recentemente um artigo da Scrum.org sobre uma possível atividade para retro, cuja proposta era “Como construir a unidade da equipe, incentivar a confiança e ajudar uns aos outros – em 30 minutos ou menos” (link nas referências no fim do artigo!). Nem precisa dizer que meus olhos brilharam e eu pensei na lata “preciso validar essa!”.

E a partir de agora você vai conhecer um pouco do meu processo de construção de retrospectivas. Após ler o artigo já comecei a imaginar a construção dessa experiência online (primeira ponto: presencial, online ou hibrido?).

O exemplo do artigo certamente foi presencial, mas já eu um bom insight de como construir o board, e eu escolhi o Miro (💕) para fazê-lo. Primeiramente ia rodar com um dos meus times no PagSeguro, mas no dia da retrospectiva o contexto atual pediu outra abordagem (e tem essa, né? Precisa ver o contexto atual do time para saber a melhor dinâmica a aplicar).

Acabei aplicando no nosso time na Agilers, mas como esqueci de tirar um print do V0, peguei o original do PagSeguro para mostrar:

E agora o passo a passo da atividade, da forma como eu apliquei na Agilers:

  1. Na diagonal, com o azul mais escuro, cada um deveria puxar um post-it e colocar na posição de intersecção de você consigo mesmo. Nesse post-it, escrever qual seu objetivo profissional para o ano corrente.
  2. Depois que todos fizerem isso, aí chega a vez das Forças. O que você possui de recursos internos e externos que te levam em direção ao objetivo? Aqui, acima da sua imagem e acima do quadro, você posiciona post-its para informar.
  3. Logo após as Forças, vem as Ameaças. O que está te segurando na movimentação em direção ao seu objetivo? Esse vai ao lado das imagens, à esquerda do quadro. Mais uma vez, puxar post-its para descrever (veja o esbocinho logo abaixo que tem um esquema de onde vai cada coisa, tirado do artigo original).

E assim fecha a primeira etapa, com o quadro ilustrando todos os objetivos e as forças e ameaças de cada um. Hora de fazer o fechamento, que é o momento mais importante, e onde a mágica acontece (segunda mágica, porque só o fato das pessoas fazerem a reflexão que o exercício provoca até agora já é um feito incrível! Daria para parar por aqui).

Nessa etapa final, todos vão percorrer as linhas, analisando o objetivo de cada colega (bem como as forças e ameaças), e informando em que você pode ajudar, seja para aliviar as ameaças, ou potencializar as forças. E nesse passo existe apenas uma regra: você deve colocar pelo menos um post-it, obrigatoriamente, em cada espaço. Essa regra garante que todos vão contribuir para o objetivo de todos.

E voi-lá! Veja como ficou lindo o quadro todo preenchido pela equipe Agilers. Nessa dinâmica, eu deixei os labels “Forças, Ameaças, Metas” ocultos e fui abrindo a cada passo da dinâmica:

Nós adicionamos ainda um passo extra no final, que foi cada um deixar um comentário nos post-its que receberam dos colegas. Não é incrível?

E o que saiu daí? Bom, é muita coisa:

  1. Clareza dos objetivos de cada membro do time, e entendimento coletivo de para onde cada um está olhando.
  2. Clareza individual sobre os desafios a serem superados.
  3. Apoio mútuo e espontâneo para que cada um realize seus objetivos.
  4. Conversas, risadas, auto-conhecimento (tanto individual quanto de grupo).
  5. Baterias recarregadas e ânimo renovado.

E sabe o que mais? A atividade foi toda feita em 30 minutos! Na verdade, acabamos levando mais tempo já que tínhamos um time-box de 1 hora, então pudemos explorar um pouco mais o momento e dar boas risadas (fora que a sessão foi aberta com um belo check-in para colocar todos em estado de presença).

O Romário ficou tão encantado pela ferramenta que já vai tentar em breve com o time dele! Falou que vai também escrever um artigo sobre os resultados, e aí eu conto aqui quando isso acontecer!

Olha a alegria da galera:

E ainda rolou, como de praxe, a retro da retro, mostrando que o tempo foi muito bem investido!

A pergunta respondida acima foi: “Qual o retorno do tempo investido (ROTI) nessa dinâmica / reunião?”

E aí vão as referências:

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